Projetos

Em junho de 2013 organizei, com apoio da Secretaria de Ciências e Tecnologia do Estado, uma Expedição Seca (por terra),  viagem essa de reconhecimento e análise pela extensão do rio São Francisco, da serra da Canastra até o Oceano Atlântico. Ela visava fazer levantamento da calha principal do Rio São Francisco para o planejamento de uma futura Expedição por Água das nascentes á foz, envolvendo mobilização social importante. A viagem por rodovia durou 22 dias e produziu um relatório com comentários sobre diversos temas que percebemos ao longo do trajeto além de fotografias e entrevistas. Um equipe de cinco integrantes, com experiências e percepções diferentes em rios. Brevemente será postado na íntegra no Blog, no sub ítem Relatórios.

 Essa experiência foi muito importante para a produção da Carta de Morrinhos e da Meta 2020. Assim como a experiência do projeto Manuelzão foi fundamental no desenvolvimento conceitual e de tecnologias de mobilização em revitalização de bacias hidrográficas, que consta de diversos livros e vídeos editados pelo Projeto Manuelzão e que futuramente disponibilizaremos neste site e no blog.

Meta 2020: revitalização do Rio São Francisco 

A Meta 2020 foi proposta na Carta de Morrinhos, em junho de 2015, numa reunião de ecologistas de várias partes da bacia do São Francisco. Ela desenvolve eixos conceituais sobre revitalização de bacias hidrográficas. A reunião surgiu do clamor de setores importantes da cidadania diante da insanidade que o setor econômico e parte significativa da população cometem contra o Rio da Integração Nacional e da ausência completa de ação governamental reguladora, positiva ecologicamente. Consiste a Meta de cinco eixos temáticos, pretendendo organizar cinco grupos com atuação em toda a bacia, num ação macro e sistêmica. A Carta de Morrinhos está na íntegra neste site, podendo ser acessada pelo cabeçalho da página de abertura no ítem blog, sub ítem Relatórios.

Projeto Manuelzão

A luz que entrou por uma janela aberta pela ventania de uma crise política e existencial, propiciou as condições favoráveis para a idealização do projeto Rio das Velhas entre 1989 e 1990. Coincidentemente, víamos pelas mídias imagens e textos chicantes no auge das gigantescas mortandades de peixes na RMBH e a jusante. O projeto veio a se viabilizar plenamente só em 1997, com jornal de ampla tiragem e mobilização social em toda a bacia hidrográfica, já com o nome projeto Manuelzão, com a presença do homenageado registrada em fotografia histórica. Estive na coordenação geral do projeto Manuelzão até 2010. Há ampla coleção de publicações como livros, jornais, fotografias e vídeos que registram este período de fundação e ascensão do projeto Manuelzão, que cumpriu papel análogo aos peixes de piracema.